Tal qual água em ebulição é a mente humana.
Não importa o tamanho, a forma e a qualidade da panela, que representa os limites físicos temporários daquela personalidade ali contida... dado o tempo e a aplicação de energia apropriados, haverá ebulição.
A vida em sociedade demanda um certo controle da temperatura desse ambiente de fogão metafórico. Sem controle, queima-se gente. Sem atenção aos mecanismos reguladores do fogo, fere-se quem se aproxima daquele monte de água que, de uma hora pra outra, passa de um estado de aparente calma para o fervilhar. É física, é natural.
Aqui, neste espaço, fervura.
Inicia-se nos primeiros momentos de 2012 um projeto cuja função é dar vazão a emoções, tal qual uma ebulição controlada.
A grande dúvida é, por hora, saber se a ficção e o espaço infinito para a vazão de ideias e emoções pode ter o condão - desejado - de exercer um maior controle sobre a fervura do dia a dia. Veremos...
Mas o que quero registrar, aqui, é a ideia, a proposta: aqui, farei ficção.
Não, não é coincidência e não, não é de você que estou falando. É ficção.
Estou falando dessa água toda, estou brincando com o fogão, estou lidando com a ferverura... Aqui, estou testando os limites do fogo, da água e de tudo entre eles. Aqui, não há limites para ideias, não é dever social, não há pessoas nem fatos - há apenas bolhas d'água esperando para nascer, estourar... e entrar em ebulição.